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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Desconstrução.














O passo mais difícil 



30 comentários:

  1. Se tens alguém a quem amas, de algum modo tens sorte, porque sabes que nem todos sabem de fato amar. Se o amor perdura há tempos e não sugere que te vás sem ele pela vida, agarre-se a ele, mas isso até enquanto outro clima de vida não se apresentar a você, com outro sentido de direção de carinho à nova pessoa que aparecer no seu caminho. Não vale à pena retirar algo grande por algo incerto, desde que ainda se possa caminhar olhando para si como quem estivesse olhando o que já aconteceu de maneira a não interromper a vida. Enquanto o novo (o novo de verdade) não surgir o antigo há de tomar de conta. Talvez já tenhas reparado isso. Sim, é preciso que a vida prossiga, mas abandonar um sentimento ou uma virtude talvez não se dê somente com nossa vontade, mas a vida é cheia de surpresas.
    Bom futuro e amor a ti.

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    1. Jéssica, vamos por partes, mocinha. 1. Penso que teu comentário está equivocado na postagem. Não será referente à postagem anterior, misturada à minha mensagem pessoal sob a imagem do blogue? 2. o amor por uma pessoa que faleceu é platônico. Resulta que, como fato concreto, tal amor não ‘concorre’ com nenhum sentimento ou relacionamento atual. Por isso, não faz sentido eu pensar que ‘Não vale à pena retirar algo grande por algo incerto,’... Tudo é incerto, viver e amar são dois grandes riscos, mas o amor perdido já é certo como perdido. Então, arriscar é a ação da vez. 3. Teu blogue está aberto apenas para convidados, fechado para a plebe, e tu não me convidaste, miguinha?! Como eu, pobre plebeu, hei de ler-te desta forma?! Menos mal que tenho teus comentários aqui, e assim, está garantido esse consolo! rs Beijossssssssss

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  2. Olá Lucas, encontrei seu blog através do Samuel Balbinot. Li muita coisa bacana por aqui inclusive a postagem anterior foi bem bonita e poética :)
    Sobre desconstruir no meu modo de pensar não acho muito válido em relação a sentimentos românticos, tudo é aprendizado. Algumas vezes algo, principalmente em termos de perdas ou rejeição, que no agora é doloroso ou confuso futuramente fará sentido. O que tenho como certo e que passou até mesmo a ser uma filosofia de vida é que semelhante atrai semelhante. Quando emano luz, amor certamente atrairei o mesmo.
    Um abraço o/

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    1. Carolina, é muito bom te receber em meu blogue. Samuel é um moço muito bacana e um poeta! Que bom que gostaste. Espero poder visitar teu blogue logo.
      Sobre 'desconstruir', compreendi teu pensamento de desaprovar esse caminho. Mas é isso justamente de que o texto fala. Pelo coração, recusamos a desconstruir. Mas, o que é desconstruir? É desfazer aquele modo de sentir, e construir outro em seu lugar. Parece uma ação apenas, mas são duas. Logo, ninguém chega a aprendizado sem desconstruir. Aprendemos justamente porque abandonamos uma forma de enxergar aquela pessoa e adotamos outra. Isso é desconstrução. A razão faz isso diante das evidências, por uma traição, uma indiferença, um desinteresse da outra pessoa. Nosso coração quer ter a pessoa como antes, mas não dá mais!
      E quem não desconstrói fica inventando coisas que não são reais, dizendo que a pessoa a amava sim, que foi uma fatalidade, o destino, sexta-feira treze, quando na verdade a pessoa só escolheu outra e pronto. Enfim, são jogadas para escanteio e insistem num amor que é unilateral, só elas amam. A receita da vida é: ‘desconstrói esse castelo, constrói a realidade no lugar dele, e segue a vida’.
      Desconstruir, portanto, não significa eliminar a pessoa do pensamento. Mas vê-la como ela é. Concordo, sim, que semelhante atrai semelhante. Então, amor atrai amor, e o que não foi amor deve ser desconstruído, mesmo que o coração sofra a priori, para que o amor verdadeiro floresça. Abraçossssssssss

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  3. Lindas palavras e imagens que falam por si! Adorei! abraços, tudo de bom,chica

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    1. Chica, agradeço-te muito. Já os remédios de nossa infância nos mostram que nem sempre o que faz bem é bom. E já os doces de nossa infância nos mostram que nem sempre o que é bom faz bem... rs Tudo de bom a ti, amiga! Abraçossssssssss

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  4. Na tentativa de encontrar uma resposta, quem vence: razão ou coração? Precisamos saber, revirar o passado, ponderar o que sentimos... Não há como apagar as dores causadas por quem diz que nos ama... Não há como esquecê-las também, embora seja preciso perdoar. Por um tempo, tudo pode parecer bem. Contudo, às vezes precisamos enxergar quem somos, o que queremos e - por que não? - o que merecemos. E o que parece ser amor... Pode não ser o sentimento que nos faz felizes. É difícil sentir-se "par". É necessário um querer recíproco, um compromisso, uma dedicação pura, algo que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais raro. E aí... Precisamos desconstruir, apesar de tudo...!

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    1. Eu te li algumas vezes. Teus caminhos foram muito, muito, muito perfeitos! Disseste: ‘encontrar resposta... saber... revirar o passado... ponderar... precisamos enxergar... o que merecemos...’ A razão faz tudo isso. O coração tende a ouvir o que a outra pessoa disse no melhor dos momentos, apegar-se a isso, relutar em examinar o que quer mais que seja. Ele deve ser educado a ouvir a razão. Talvez, então, perguntes se sou frio com o coração, se sou razão pura. Jamais. Mas alimento o coração com o remédio da razão, e não com o doce da ilusão. Pode ser o coração que vá decidir por último, e ele pode perdoar, pode justificar, pode fazer várias coisas - contudo ele não tramará, jamais, contra si mesmo. Quando aprendemos a ser inteiros, coração e razão, qual dos dois decidir, será com o aval do outro. Compromisso e dedicação pura são sim, cada vez mais raros, infelizmente. Então, é preciso desconstruir, às vezes. Mas um dia construiremos o que dure, acharemos o compromisso, a dedicação e o amor para além das palavras. E diremos: valeu a pena! Beijossssssssssss

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    2. Obrigada pela resposta... É como estou aprendendo a viver: "alimento o coração com o remédio da razão, e não com o doce da ilusão." Isso me faz perceber que , sim, há uma chance de um dia dizer que valeu a pena... Ainda que demore... É no que acredito...! Bjs

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    3. Toda espera pelo verdadeiro e grande amor resulta em que um dia até mesmo sua voz dizendo as coisas mais simples soará como canção aos nossos ouvidos. E não entendamos 'espera' como sentar e esperar uma pessoa com um sininho no pescoço, mas viver normalmente a vida. Um dia o grande amor acontece. Beijossssssss

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  5. Perfeita reflexão Lucas, e os termos que usou, "desconstruir".... É diferente de demolir. Um sentimento que foi edificado com o coração, deve ser desfeito, desconstruído, tijolo por tijolo, não há como destruí-lo de uma só vez, podemos acabar soterrados nos escombros. Mas, se aos pouquinhos vamos nos desacostumando das paredes conhecidas e desapegando de pedaço a pedaço, quando menos se espera já levamos tudo para fora. É difícil, doloroso, custoso, leva tempo mas por vezes precisa ser feito. Confesso que me identifiquei muito com o que escrevestes! Sensibilidade e razão devem andar sempre lado a lado.
    Um abraço carinhoso!

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    1. Estou aqui sorrindo (um sorriso de reconhecimento e plena concordância) com tuas definições. Sim! Desconstrução é tijolo por tijolo, argumento por argumento, rua sem saída por rua sem saída. Sabes quando te vês numa rua sem saída e não dá para ir lá e dinamitar casas para abrir uma continuidade de teu caminho à força, na marra?! É assim que nos vemos em alguns relacionamentos. Disseram-nos que era avenida, mas de repente é beco sem saída! Acreditas que algumas pessoas insistem, anos a fio, em que é uma avenida, e que aquelas casas lá são miragem? Infelizmente, não são. Nosso sentimento foi iludido, e é preciso desconstruir pedaço por pedaço daquele engano. Às vezes, é a única coisa a ser feita. Sensibilidade e razão não são adversárias como se afirma impensadamente. São complementos para uma mente inteira! Abraçossssssssss carinhosossssssss

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    2. Uma rua sem saída é definitivamente a descrição. Quando conseguimos sair dela é possível que encontremos um caminho lindo e do qual não vemos o fim, mesmo que esse caminho seja estreito e para um caminhante apenas pode ter certeza que seu valor não se compara ao beco sem saída. E quem sabe esse caminho não se encontra com outro mais a frente?!
      Grande abraço Lucas

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    3. Bárbara, na maioria das cidades bem pequenas (e bem aconchegantes!), a rodovia que as corta é apenas mais uma das poucas ruas. Nessas cidades, temos bem a ideia de que alguém pode estar num beco sem saída e tão perto da estrada que a levaria para a vida, para o mundo! Não adianta ficar com o carro estacionado naquele beco!
      Certamente, tomando outras ruas ou a estrada, outras estradas se cruzarão!
      E só ter a coragem de desconstruir aqueles passos e construir outros! Abraçosssssss

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    4. Bárbara é 'extraordinariamente ótima'! Eu sou um espelho. Refletir o que é belo, por algum modo nos torna participantes da beleza.
      Beijossssssssss, Mary!

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  6. Êh Lucas,

    A sensação é a de que a gente se quebra por dentro, fica em pedaços, e aquilo que foi edificado com o coração permanece... Intacto.

    Não preciso dizer que teu post fez eco em mim, né?

    Beijinhos!!! Feliz semana pra ti!!!

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    1. É uma belíssima descrição dos poderes do coração! O teimoso enxerga um conta-gotas em tromba de elefante, insiste, persiste, se enche de esperanças com um mero olhar, e não se entrega aos fatos! Certa vez, mostrei claramente a uma mulher que ela estava sendo usada, que, infelizmente a pessoa com palavras doces estava com ela apenas por interesse. Ela se convenceu! Ela viu os fatos! Pois num espaço de seis meses, ele encontrou com ela, deu um só olhar, disse uma só frase (‘fui forçado a agir daquela forma, mas te amo’) e minhas seis horas de argumento foram para o ralo! Por que as pessoas se flagelam e se violentam tanto por quem não as ama?! Se amasse, ficaria. Se amasse, respeitaria. Se amasse, escolheria. Se amasse, subiria o Evereste e voltaria com uma flor azul entre os dentes. Até quando justificaremos quem nos desprezou, quem nos preteriu, quem está vivendo a melhor das vidas sem nós?! É preciso vivermos também! Beijossssssssssssss Felicíssima semana para ti!!!

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  7. No campo dos sentimentos, desconstruir é uma das tarefas mais difíceis que se tem. A gente aprende a conviver com um sentimento tão lindo e tão belo, e de repente, é preciso deixar de amar. Deixar de amar? Como? No primeiro momento parece absurdo, mas com o passar do tempo a gente vai criando uma força, não sei da onde, e vai conseguindo (sobre)viver. Por experiência própria, eu digo: é difícil, mas não é impossível. Adorei a postagem. Beijinhos.

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    1. Há três coisas que nos abalam muito: 1. O que pensamos que sentimos e não sentimos; 2. O que de fato sentimos, mas pela pessoa impossível; 3. O que de fato sentimos, pela pessoa de fato possível, mas ela se mostra terrivelmente decepcionante... Como desconstruir?! É dificílimo, sim. Mas, é o único caminho. Nada diferente de desconstruir nos libertará. E, sem liberdade, jamais seremos nós mesmos, para mais nada na vida. Em nome da vida, precisamos desfazer e refazer. O mais é trabalho inútil. Gratíssimo a ti, poetisa! Beijossssssss

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  8. Muito difícil isso, muito.

    Abraços, Gaby.

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  9. Também estou em processo de desconstrução, mas preciso ainda aprender como desconstruir... :'(

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    1. Entrar no processo sem estarmos preparados é o que mais nos acontece. Então, aprendemos enquanto o fazemos. Aprendemos enquanto desconstruímos. É preciso ser sensível à voz dos argumentos infalíveis da verdade, às ponderações inquestionáveis dos fatos. Se deixarmos para o coração, nada vai ser refeito. Infelizmente, desconstruir é o que fazemos sem o coração, é o que fazemos pelo que tem de ser, não pelo que gostaríamos que fosse.
      Mas, ao final, uma coisa se sobressai: aprendemos!
      Muitas saudades tuas!
      Beijossssssssss

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    2. Exatamente!

      Saudade também!
      Sua amizade me faz muito bem :*

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    3. Empatados, em gênero, número e grau! rs
      Beijossssssssss

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  10. Nossa, que lindo.
    Bem sofrido isso.
    Não há nem palavras para descrever uma situação dessas, e nem quero, vim agora de um post seu chamado sussurro e por lá vou ficar.. tá?

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    1. Sim, a desconstrução é, ao mesmo tempo, de uma tristeza do coração e de uma beleza das nuances da vida fantásticas. Muitas e muitas vezes, não nos resta alternativa, senão desconstruir, pela razão o palácio que o coração construiu. Mas, se não o fizermos, será ainda mais dolorido, porque a dor ficará sem cura.
      Melhor sussurrar, não é?! (sorriso)
      Beijosssssssssssssss

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A princípio, responderei a seu comentário, pois considero isso uma parte muito agradável da postagem.