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sábado, 17 de outubro de 2015

Desencontro.















Não ocorria à flor que o rio 

18 comentários:

  1. Que bonito! Embebido de sensibilidade e graciosa simplicidade!
    Quanto tempo perdemos com receios, deixando o rio correr... deixando a flor murchar...
    beijos.

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    1. Não é vero, Lu?! Há problemas, questões e volteios que a vida não cria e criamos! Não concordas?! Rios correm, flores murcham. O rio representa o que é perene... – sem se arriscar! A flor representa o que é belo... – sem se dar! E a vida, afinal, é que passa! Beijosssssssssss

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  2. Também achei muito bonito, um desencontro e uma bela história do rio apaixonado e da rosa sonhadora, posso ver a rosa ali no final das outras flores suspirando pelo rio!
    Amei ler :)

    Beijão *-*

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    1. Sim, Kaka, tens razão! A imagem mostra uma flor diferenciada bem à margem do riacho (embora não uma flor de roseira, mas sim uma flor rósea), suspirando com o cântico das águas... Eu diria que dois tímidos se encontrando causam um frenesi na natureza, porque toda ela se move por eles, mas eles mesmos demorsm-se demasiado! Muitas saudades tuas! Feliz contigo aqui! Beijossssssss

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  3. Que linda história de amor, mesmo desencontrada! Adorei tua linda inspiração, mais uma vez! abraços, lindo fds! chica

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    1. Tens razão, Chica! Desencontros não conseguem arrefecer o sonho de quem ama, nem roubar a beleza do sentimento, conquanto tão tímido! Uma hora, desemperra! Gratíssimo a ti! Abraçossssssssss e bela semana a ti

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  4. Lucas vim através da Chica, e gostei daqui. Linda história de muito amor.
    Bom findi semana e
    aquele abraço!

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    1. Lia, muito bom teres vindo, ainda mais por intermédio de uma pessoa tão rica e positiva como a Chica! Sê muito bem vinda! Procurarei visitar-te. Sim, a história é de muito amor e de muito sonho! Abraçossssssss e bela semana a ti

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  5. Lindo, Lucas!
    Vejo no teu mini conto a dádiva de um encontro verdadeiro, apesar de ainda permanecer sob a sombra da timidez que o faz parecer um desencontro. Assim, penso que se continuares a escrever sobre a Flor e o Rio, teremos uma bela história de amor; e, eu, como uma romântica assumida, estarei sempre por aqui acompanhando todos os capítulos.
    Beijos, moço! Feliz semana pra ti!

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    1. É vero, Malu, o poema é, deveras, um mini conto! Gostei muito da observação! Belíssimo o que escreveste sobre o encontro verdadeiro. Será que consigo escrever mais alguma coisa sobre eles? Não sei. É o primeiro poema que escrevo em anos! Se és romântica assumida, hás de perdoar a fraqueza do poeta. Em último caso, publico algum soneto de Vinícius de Moraes, e teu romantismo se satisfaz nele, decerto! Beijosssssssssssss e bela semana a ti, moça

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  6. Que belo!
    Essa flor parece ate eu em várias ocasiões, aquelas em que não acredito na minha capacidade de conquistar ou realizar algo.

    Poema encantador guri!

    Beijo

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    1. Grato, Ariana. Deveras, se a flor se parece contigo, haverá algum riozinho bem perto de ti que te sonha horas a fio! Não tens que acreditar em tua capacidade tanto quanto te basta apenas dar vazão ao natural. Não somos nós apenas que fazemos algo acontecer. Mas, se naturalmente nos apresentamos, muitas vezes as coisas acontecem de uma forma surpreendentemente fácil. Boa sorte a ti, flor! Gratíssimo a ti! Beijosssssssssssssss

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  7. Ahhh que saudades desse lar que é o seu blog, é também como caminhar no parque ao ver as flores!! Lindo são teus textos, tua delicadeza ao fazer poesia... Espero voltar brevemente!
    Desculpe-me a demora para responder, tive pouco tempo. Mas desde que li o seu comentário no meu blog, achei-o quase mais bonito e poético que o meu próprio texto rsrs
    Gostaria de dizer que aquele texto, como quase todos que faço trata-se de um eu-lírico meio real, meio fictício.
    Beijosss, querido!

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    1. Agradeço-te as palavras tão carinhosas. O blogue também tem saudades de ti, de caminhares entre as flores. rs
      Indd! Dizes: 'espero voltar brevemente', mas duas vezes já te disse que ficar é mais difícil que voltar.
      Bem sei que escreves meio e meio, e que teu 'eu lírico' é rico em inspiração e imaginações. Eu o sei desde seguindo seus passos. Apenas comentei seguindo meu eu lírico...
      Eu jamais conseguiria um comentário mais poético que teus escritos. Acabo de escrever meu sexto poema de uma vida inteira, enquanto tudo que escreves é poesia. Beijossssssss querida!

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  8. Entendo essa dona flor, ah se entendo,,,
    lindissimo!
    Beijos

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    1. Agora tu me pegaste, Gabriela! Entendes a flor, decerto, mas... A flor a que entendes entenderá o rio? E, se ela não o entende, devo depreender daí que entendes que ela não entende esse rio em particular? ou que ela não entende os rios, e por isso inseriu esse no seu não entendimento? ou que ela não entendeu um ou dois rios e isso a fez acreditar que todos os rios são rios?
      Todo o problema da flor parece ser que o rio cante. Se ele canta, por que seria para ela?
      Mas há rios e rios. Há riachinhos perenes que só cantam porque cantam mesmo, e hão de cantar para uma flor, quando a virem. E há rios que transbordam pelas margens, cantando para as flores do mundo, irregulares e tremendamente aumentados nos períodos das chuvas. Aprendi que não se pode confiar neles. É preciso banhar-se de frente para a sua cabeceira, senão, vem de lá uma tromba d’água imprevista e te mata! Penso que a flor pensa que esse riachinho é perene. Só não tem coragem de dizer a ele que pensa. Não ousa perguntar-lhe: riachinho, tu és perene, não és? Pois a flor que infelizmente conheceu rios transbordantes de verão certamente teme que todos os rios sejam rios. Mas não são!
      Quanto ao rio, ele jamais temerá que a flor seja mais uma flor e não a flor. O ser ela a mais bela de todas as flores é, definitivamente, o que a elege concomitante com o que a afasta, tão riachinho ele é!
      Vês que, em dizeres: ‘entendo, ah, se entendo’, deste um nó na minha imaginação?! rs
      Beijossssssssssss

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  9. E se mesmo sonhando fosse possível tocar os pés nos chão?

    Talvez o medo aliviaria e realizar seria algo tão próximo.

    Saudades daqui.

    Boa noite amigo!

    Beijos ;)

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    1. Que bela figura acrescentaste, Elen! É possível, sim, sonhar e tocar os pés no chão. Rio e flor têm sonhos e pés no chão. Pessoas que amam, também. A questão dos rios, das rosas e das pessoas é que não utilizam os pés para aproximar-se: ou prosseguem no caminho de seu curso imposto, como o rio, ou paralisam-se num lugar como a flor, ou se enchem de medos de desilusões, como as pessoas. É sempre bom, para os rios, as rosas e as pessoas, agir como se passado não houvesse, como se futuro não se temesse, e como se a vida se resumisse, enfim, ao hoje, agora, aqui e nós! E o que fosse possível, seria. E o que não fosse, se veria! Não é isso? Tu és verdadeiramente poetisa! Saudades tuas! Boa noite, miguinha. Beijossssssssssss

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A princípio, responderei a seu comentário, pois considero isso uma parte muito agradável da postagem.