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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Mal?!







Agora, eu padeço desta esquisitice... Toda vez que alguém fala de amor, toda vez que uma cena marcante acontece, toda vez que o sol se põe atrás do horizonte... - o brilho do teu olhar vem à minha mente,  e o brilho do teu sorriso emoldura um quadro no quarto mais profundo do meu pensamento e jorra sobre meu coração um desejo enorme de estar onde estás! Que razão haverá nisto?! Que mal será este?!
Lcc

27 comentários:

  1. Não há mal nenhum...
    "Se é amor, sinta. Se é reciproco, retribua e se não for, recua".
    Lindo texto!
    Beijo e bom final de semana!

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    1. Também tenho certeza que não, Mary! Deveras, gostei de teu teorema. Decerto, são três excelentes posicionamentos.
      Penso que o autor não viu, de forma alguma, o mal. Ele tão somente usou uma linguagem mais 'espirituosa', imaginativa, para fazer alguma moça sorrir.
      Gratíssimo, moça.
      Excelente final de semana a ti.
      Beijossssssssss

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  2. "...toda vez que uma cena marcante acontece, toda vez que o sol se põe atrás do horizonte... - o brilho do teu olhar vem à minha mente, e o brilho do teu sorriso emoldura um quadro no quarto mais profundo do meu pensamento e jorra sobre meu coração um desejo enorme de estar onde estás!"

    Ah, Lucas... Esse desejo pode até ser esquisito, mas nunca, nunca vai ser um mal! Se bem que, se pudesses ver o meu sorriso bobo agora, de certo perceberias que eu sou bem suspeita pra falar. rs

    Muito lindo teu escrito, como sempre!
    Beijos!

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    1. Rindo aqui, contigo, e de imaginar teu riso solto.
      Sim, a situação parece ser esquisita, no sentido de que uma ligação de afeto seja tão 'dominadora'. Mas nem esquisitice é realmente o que o autor quer expressar, eu penso. Se eu fosse o autor de tal pensamento, eu só quereria dizer: 'viste como me deixas fora do sério? Tens este poder sobre mim, moça!'
      Penso que, deveras, não há mal, ele é só exagero romântico do autor. Os românticos sempre diziam: 'morro por ti (e alguns infelizes morriam mesmo!). Esse romântico deu esta exagerada. Como não sou romântico, eu escreveria, na minha linguagem profissional: 'que desvio de conduta será este?!'
      Mas penso que não seria tão poéticos, e a moça bateria a porta em meu nariz...
      Gratíssimo a ti. Pelo tamanho de minha admiração por tua arte, esse teu elogio é muito grande.
      Beijosssssssssss

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  3. Esquisito pode até ser que sim, mas não um mal. Isso é amor, afeto, encanto, algo certamente muito, muito belo, e que por ser belo, é sempre recordado quando vês, ouves ou sentes algo de semelhante beleza, e esse recordar acende aquele varal de pequenas e incontáveis luzinhas que adornam o seu quarto mais profundo.
    Um grande abraço!

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    1. Amor nunca será um mal, Bárbara! O único mal no amor é sermos tão pequenos, e nossa inspiração tão pouca para expressar o sentimento em toda a sua abrangência, dentro e fora de nossos corações.
      Se é esquisito que alguém esteja assim num pensamento, ponho-me a imaginar quanto mais esquisito é José e Maria se gostarem e viverem dizendo: 'olá, como vai?! E o pé de couve mineira de seu quintal?' e o outro diz: 'está verde! Uma coisa belíssima!'
      '...e esse recordar acende aquele varal de pequenas e incontáveis luzinhas que adornam o seu quarto mais profundo!' Sabes que amei esta versão?!
      Abraçosssssssssss, querida amiga

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  4. É apego!

    hahahah

    Brincadeirinha! :*

    Ótimo final de semana

    <3

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    1. E não é?!!! rsrsrsrrs
      É chama que arde!...
      É dor que desatina!...
      Se é mal, somente Camões poderá dizer!
      Enquanto ele não diz, haja pôr-de-sol!
      Ótimo final de semana a ti.
      Beijosssssssssss

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    2. Aqui só vejo chuva e chuva... alaga e afoga!
      Que venha o pôr do sol!

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    3. Hummmm... Para termos pôr do sol, precisamos de uma estiagem, um 'desalagamento', um 'desafogamento', um arco-íris, um 'desnublamento', um sair do sol, um transcorrer do sol e por fim o pôr do sol!
      Alvíssaras!
      Tudo isso se desencadeia natural e gradativamente, enquanto vives, sem te dares conta, sem te cobrares.
      Que venha!
      Beijossssssssss

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  5. Amor! E isso nunca será um mal.

    r: São pensamentos soltos :) muito obrigada*

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    1. Decerto. O nome por trás de todas as boas novidades que repararmos cedo ou tarde no caminho (ou mesmo não repararmos, mas nos transformarem em alguém melhor) será amor! Amor que, deveras, sempre será o bem.
      Teus pensamentos soltos são um poema belíssimo. Quem me dera, esvrevesse pensamentos soltos tão belos.
      Beijossssssssss

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  6. A poesia envolve os cenários de modo completamente belo, e sendo o amor a própria poesia, além de ser o que há de mais belo, certamente onde o amor ainda repousa (no pôr do sol, por exemplo) podemos encontrar repousados aqueles a quem amamos. É essa uma das maneiras mais bonitas de se ver alguém. Mais um texto revelador de alguém eternamente apaixonado! rs
    Beijos!

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    1. Deveras, o amor e a poesia têm o poder de mover o coração a partir de quaisquer cenários. Então, amar é ser envolvido em pinturas que o amor a a poesia criaram. Isto é belo.
      Quanto ao texto revelador de alguém eternamente apaixonado... - eu diria que, como o texto começa com o termo 'Agora', teu 'eternamente' pode ser reavaliado... rs
      Beijosssssssssss

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  7. Sdd eternizada, faz a gente viver tudo isso.

    Adorei seu comentário no blog.

    bjokas =)

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    1. Bell, é vero, a saudade eternizada causa esses momentos. E já nem diríamos serem esquisitices, porque na saudade de muitos anos isso é de se esperar. Talvez o autor tenha achado esquisito porque talvez não existam muitos anos e a lembrança se impõe! Não seria esquisito?!
      É uma felicidade, comentar no seu blogue. Ele é tudo.
      Beijossssssssss

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    2. Bellzinha linda do meu cuore... Sdds!!

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  8. Certa vez, um amigo de minh'alma me disse do fundo de suas 'memórias inventadas' que a importância de algo deve ser medido pelo encantamento que este produza em nós. Ou coisa do tipo...

    Sem desmerecer as "pequenas" ou "grandes" coisas do mundo, me fez ver que nada sabemos sobre o que consideramos grande até sabermos que sabemos menos ainda do que consideramos pequeno. (E não foi Sócrates este menino, apesar de encontrá-lo em seu primitivo Barro's! rs.)

    E por amor à abstração, hoje um 'passarinho na mão de uma criança' ou um 'dente de uma macaco da era terciária' não me sugerem móbiles propulsores de vida, no entanto, não me servem como parâmetro para identificar aquilo com o que eu venha a me (des)importar. :)

    Deste "mal" tão bem em tais palavras, à adrenalina almejada em certas ações, quem somos nós até que nos pronunciemos e mostremos o que nos faz vibrar, o que nos vem por dentro? Quem somos até que o outro também seja a nossa frente (ao lado, atrás ou no centro)?

    Quem sou até que eu leia o que te faz pensar e a tantos imaginar, o que já fez desejar, suspirar, 'padecer', querer - e que não se pode dizer o que significar, como nomear, categorizar, até que tome corpo em uma realidade diferente, plural, ainda que singular - quem sou?

    Até que passe por cada filtro de percepções, esta verdade romantizada cristalizada em palavras escritas que de pequenos nos chegam - bem ou mal - ditas de uma, duas, três, ou várias formas diferentes: "O coração, Tau, não sofra deste 'mal'..."; "E o seu 'bem'-querer?"; será nada mais que reflexo do que foram conosco, por nós, em nós, tantos e tantos que por dentro estiveram enquanto estávamos sendo. Será?

    Quem sou até que eu saiba o que me importa (e o que me importa, se "grande" ou "pequeno", me fale do que ainda não sei) ?

    Gostando muito de passar por aqui, tuas palavras me inquietam. E este, que "mal" será? rs

    Beijo no coração.
    Tau

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    1. Tau
      Sim, uma forma de medir importâncias é a onda com que somos impactados. Embora apenas uma forma entre dezenas, é verdadeira.
      Também é verdade que nada sabemos do que é grande ou pequeno no mundo. Mas peço vênia para lembrar-te que sabemos menos do que é grande, porque disto há muito mais que devêssemos saber do que daquilo que fosse pequeno.
      Sim, deste ‘mal’, nada somos senão quando o outro ali esteja, e possamos ser juntos. Eu não ‘sou’ e tu não ‘és’ ou não nos conhecemos ser senão aquilo que pensamos e que pensam de nós. Porque o outro ser, aquele que de fato somos não é nunca o que abarca nosso pensamento ou o de outrem. A complexidade do ser não permite a ninguém saber o que realmente foi. Mesmo todos os filtros das percepções fracassam fragorosamente, e não podemos mais que escolher (até onde isto se aplique à realidade existencial de um universo determinista) sofrer ou não do ‘mal’ de bem querer.
      O que me importa saber do que sou, de quem sou, talvez esteja completamente contido em Cecília Meireles: Eu canto porque a canção existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste, sou poeta!...’
      Diria que somos poetas, que a vida é poesia ou um poema, e que cada dia é uma linha extraordinariamente interessante, densa e bela, complexa e inigualável!
      Gostando de tuas passagens.
      O mal de que sofres é gostar-me ou gostar-te inquieta. Decide!
      Beijossssssssssssss

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    2. Que bom ler tua resposta,

      É isto, grande Lucas. rs

      Em suas 'Memórias Inventadas', Barros me mostra um mundo de "pequenas" coisas, de forma tão atenciosa, cuidadosa, rica, que me faz questionar sobre o que é "grande" (ou importante, posto que a ideia deste era aludir a dimensões afetivas que não são comparáveis ou quantificáveis, se bem que há de ser outra divagação interessante). Seriam em seus relatos, "pequenas" as coisas consideradas menos importantes, as quais pensamos não haver necessidade de conhecer, logo, saberíamos menos sobre as mesmas(?). Através do caminhar por um quintal singular, percebemos que o "grande" e o "pequeno" precisam de pés para marcar passos, de mãos para fazer laços.

      Talvez nossos entendimentos divirjam no que há que se considerar como "grande" e no que há que se considerar "pequeno" . Se não 'somos' - fixamente, definitivamente - esta construção do que 'se foi', 'se é', 'será', se dará apenas e através de cada "olhar", cada 'filtro de percepções' (e deste modo serão muitos e nenhum absoluto, logo, alheios às definições de efetividade, se bem que implicadas em cada realidade = relatividade). A escolha é iminente e mesmo que não se queira, ou não se admita, ela é feita a cada momento, porém, não haveria grandeza em contemplar horizontes brincando de imaginar para quem algo é ou não é importante (grande)? E o porquê? Imaginar até onde poderíamos escolher 'ser'? (e seria esta definição viável a partir de quais perspectivas?)

      Nada me deixou mais feliz do que ver que sua escolha para 'o que te importa saber do que és ou de quem és, vem figurada 'talvez' nesta que acredito ser um ode à vida como é: intensa e passageira, ficando apenas o que de nós viram, observaram, sentiram; a poesia de Cecília, esta que não teimava em escolher entre 'desmoronar' ou 'edificar', 'permanecer' ou 'desfazer-se', entregando-se sim ao 'cantar', de forma tão doce, livre, gentil, intensa, a ponto de tornar o instante tudo, e eterna a asa ritmada. E fazendo um aparte ao que ela diz, aos ouvidos de quem ela "cantou", "canta", "cantará", ela jamais estará muda.

      Neste ponto, debruço-me sobre o pensar em coisas que fogem ao nosso universo... Amar seria então este 'mal' que 'bem' se quis em muitas e diferentes experiências...Seria um "canto" - ou o que o faz possível - em diferentes arranjos, letras, melodias. E até que possamos "cantar" o que somos, 'para' e 'no' mundo, pelo que nos vem por dentro (feito do outro de dentro e do outro de fora), até que mostremos o que nos é "grande" ou "pequeno" e como são ambos imprescindíveis para o 'ser' em conjunto, estaremos docemente entregues às escolhas já feitas...Ou não, ou sempre. rs. E que bom é perceber que o que fica deste "mal" é o que fizemos sentir, a multiplicidade deste sentir.

      Que discordes ou concordes comigo, pois de outro modo já não o teria como um contraponto que desponto para acusar-me em devaneios eticos-existenciais. Coisas de quem gosta-se inquieta - reflexiva, tanto quanto de quem gosta de quem a inquieta para o que me faz bem. Poderia eu ter o benefício da múltipla escolha? :)

      Este é o começo de passeios por jardins pelos quais em outros momentos de minha vida não me atreveria a passar e trocar 'mudas'. Perdão pela demora ao caminhar, peço que tome com cuidado minhas palavras a serem ou não semeadas e atende-as com o mesmo carinho que sinto ao dispô-las após sentir as tuas.

      Beijo no coração.
      Tau.

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  9. Eu vou te responder pois tenho a exata resposta pra voce.

    Esse é o mal do amor.
    Que corroi.. Consome.. E que faz um bem danado pra alma, pro corpo e pro coracao.

    Esse eh o mal de querer..
    Estar junto, representa-lo na beleza e sempre estar na cia mais linda dos presentes da natureza.

    Esse mal se transforma... Que faz tao bem ao mal que ate ele.. Fica do bem...

    Incrivel!

    Beijos

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    1. Deveras, tens a resposta exata. O que disseste bem se lê no soneto brilhante desse brilhante Camões:
      ‘Amor é um fogo que arde sem se ver;
      É ferida que dói, e não se sente;
      É um contentamento descontente;
      É dor que desatina sem doer...’
      É o mal de bem-querer. Quem dera, neste mundo, cada um encontrasse reciprocidade, correspondência desse mal de amor naquela pessoa a quem ama. A fidelidade é algo extraordinariamente belo. A reciprocidade é magnífica. Como são felizes os que se amam reciprocamente!
      Deveras, tens razão! É incrível! É belo! É belíssimo!
      Beijossssssssssssss

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  10. Hahaha, acho que, falando a verdade verdadeira (como dizem...),aprecio mais suas respostas nos comentários que os próprios posts. Como você fala com a alma ... Eu diria que sua alma vaga pelas flores do horizonte! Quantas palavras encaixadas nas frases certas! Parabéns, tudo de bom na sua vida e muitas inspirações a percorrer seu interior. "Aplausos" <3

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    1. Thamires, quando me propus a escrever pensamentos, algumas coisas ficaram bem claras, para mim. Uma delas é que um pensamento, simples ou complexo, poderá ter diversas interpretações. Então, minha resposta a essas interpretações é, na minha ótica, absolutamente necessária à melhor compreensão de todos os que participem do blogue e se interessem, sobre aquilo que procurei expressar. Gratíssimo a ti, eu procuro realmente falar com a alma. Se te parece assim, sou imensamente recompensado no esforço.
      Talvez minha alma vague pelas flores do horizonte. Talvez a leve brisa de inspiração que sopra em nossos ouvidos me carregue assim. Mas, deveras, se notas, quem dirá que também não sejas levada?! A inspiração é uma das essências da vida. Considero sete principais. A inspiração é uma delas. Podes imaginar, então, o quanto sou grato pelo que desejas. Desejo, de coração, que estejas sempre profundamente inspirada. Que ela seja um manancial inesgotável para ti.
      Beijossssssssssssssss

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    2. E ele o faz com o cuidado, a atenção, a delicadeza de maneira que o cheiro, as cores, a delicadeza das flores do seu caminho nos chegam da maneira mais sutil. Assim a despertar o riso com o outro e não do outro, decerto.:)

      Beijo no coração.
      Tau.

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    3. Cuidado, atenção e delicadeza são virtudes muito belas nos inter-relacionamentos. Agradeço-te essa gentil consideração. Penso que a sutileza é bela e enriquecedora quando orienta os gestos nobres. É um talento tão especial. Que me dera tê-lo. Gratíssimo a ti.
      Beijossssssssssssss

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A princípio, responderei a seu comentário, pois considero isso uma parte muito agradável da postagem.