Ganhei de todo mundo na geneiedade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Não chore.
















Uma vez meu vô me viu chorando por um balão que se foi, e me disse:

- Não chore pelo que não era seu. Não era seu, você apenas não sabia antes. Mas, agora sabe.

Isso moldou minhas reações e mexeu com muita coisa na minha vida.
Lcc

10 comentários:

  1. Lindo e sábio conselho! abraços, chica

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  2. O balão não era seu? Fiquei confusa.
    Se te deram e estava na tua mão, não era teu?
    Tô tentando entender a ideia rs

    Beijos

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    1. Seu comentário é legal porque ele parte de uma inferência. Você inferiu que alguém me deu. Inferir é uma parte interessante da Filosofia.
      Mas, terem me dado não é a única inferência do texto. Ele poderia não me ter sido dado ainda, e ter escapado às mãos de quem pretendia fazê-lo.
      São as duas principais inferências do texto.
      No caso um, de ainda não ter sido meu, o que meu vô teria querido me dizer seria que quando as coisas ainda não se concretizaram em nossa vida, não temos razão de já tê-las como nossas. Então, a inferência disso é que não podemos perder o que fisicamente nunca tivemos.
      No caso dois, de ele ter estado em minhas mãos e fugido, o que meu vô teria querido me dizer seria que nós nos apossamos de coisas, fatores e pessoas em nossa vida, mas eles não são "nossos", porque sequer podemos retê-los quando os vemos partir; a inferência aí, e respondendo ao que você perguntou, é que nada é nosso, tudo é passageiro, tudo é livre de possessão, e devemos aproveitar ao máximo o tempo que nos é dado com o que julgamos aparentemente que 'temos'. Beijo

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    2. Muito esclarecedor. Talvez eu não tenha assimilado a ideia pq ainda choro pelos balões que não são meus. Eu mesma adoraria ser o balão de alguém. A sensação do vento nas asas é maravilhosa e o céu é sempre infinitamente belo. Mas liberdade ilimitada aprisiona. É uma prisão inversa.
      Então sou uma pessoa errada na vida. Confesso meu crime,nobre autor, tenho em minha posse o que asseguro ser meu, ainda que por curto espaço de tempo. Se voou, voou... Mas foi meu.
      Sou tbm de quem conseguir a façanha de me possuir. Pelo tempo que durar... Ainda que um segundo. Mas fui dele.
      Todavia, entendi as inferências e me acrescentaram muito como pessoa (apesar de ainda ser quem sou rs), me permitiu entender melhor as outras pessoas.
      Perdão o tamanho do comentário. Algumas vezes falo demais.

      Milhões de beijos

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    3. Bem legal sua definição de liberdade ilimitada. Há certa divagação e certa contradição entre o que você escreve que “não é seu” e depois escreve que “foi seu”. Mas, entendi. Você quer o gostinho do mel, mesmo que a coisa possa ir a fel. Isso é legal, e é uma opção. Quanto às inferências que lhe acrescentaram, mas você ainda é quem é, só tenho uma palavra: teimosia! rsrsrsr Dá-lhe, teimosa! rsrsr Você não falou demais, e aqui, o comentário é todo seu. Beijo

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  3. Uma linda reflexão a gente sempre chora qdo algo se vai, mas a vida ensina que nada é eterno só o que guardamos na memória e no coração. Ainda qdo guardamos na memória ela é falha, e nem sempre permanece de forma nítida.
    Obrigada pelo carinho pelo niver do meu filho.

    bjokas =)

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    1. E não é que é? Nem mesmo a memória do que "tivemos" nos pertence completamente. Legal, essa conclusão sua. Poxa, valeu!
      r. Bruta filhão. Parabéns.

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  4. Uma grande verdade!

    r: Oh, muito obrigada *.*

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A princípio, responderei a seu comentário, pois considero isso uma parte muito agradável da postagem.